Redução da Taxa Selic: entenda como aconteceu

A Nova Época Imóveis já falou em mais de um post aqui sobre a Taxa Selic, afinal, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Basicamente, ela vai influenciar as demais taxas de juros do país, como as cobradas em empréstimos, financiamentos e até mesmo de retorno em aplicações financeiras. Ou seja, ela é de grande importância para o mercado imobiliário e saber como ela funciona também, especialmente se você considera investir ou trabalhar nesse mercado.


Hoje falaremos sobre a queda dessa taxa que, pela primeira vez em quase três anos, reduziu. O Comitê de Política Monetária, ou Copom, do Banco Central decidiu reduzir essa taxa em uma reunião concluída na última quinta-feira, dia 2 de Agosto de 2023, cortando a Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Essa decisão foi uma grande surpresa para grande parte do mercado, já que a média das projeções apontava para uma redução de somente 0,25 p.p. 


Para explicar um pouco melhor, mexer nessa taxa é uma das ferramentas que o Banco Central utiliza para controlar a inflação e aproximá-la da meta anual. Mas, afinal, a Taxa Selic é boa ou ruim? Depende. Isso porque mudanças na Selic vão afetar três grandes pilares da sua vida financeira: a inflação, o rendimento de vários investimentos e as taxas de empréstimos, cada uma de uma maneira diferente. 


Os principais objetivos do Banco Central ao baixar ou aumentar a Taxa Selic são:

 

  • Aumentar a Selic causa desaceleração na economia, o que impede que a inflação fique muito alta;
  • Baixar a Selic causa estímulo ao consumo, que aquece a economia e aumenta a inflação quando ela está abaixo da meta.


A decisão da redução da Taxa Selic pelo Copom indica que a taxa continuará a cair, amparada pela redução da inflação. De acordo com o comunicado do Comitê, seus membros ainda preveem cortes de 0,5 pontos nas próximas reuniões. 


Agora vamos compreender como a queda da Taxa Selic afetará cada um dos pilares financeiros citados acima:


Taxa Selic baixa para empréstimos


Conforme dissemos no começo desse post, a Taxa Selic é a taxa de juros básica da economia brasileira, o que significa que todos os bancos se baseiam nela para definir as taxas de juros cobradas por empréstimos. Portanto, quando acontece uma queda na Selic, a tendência é que os bancos e as instituições financeiras acompanhem e diminuam suas taxas de juros, tornando o crédito mais acessível para as pessoas.


Taxa Selic baixa para investimentos


Já no caso dos títulos públicos indexados a Taxa Selic, quando acontece sua queda, as aplicações em renda fixa passam a oferecer uma remuneração menor, ou seja, existe uma queda no rendimento. Títulos do Tesouro Direto, CDBs, poupança e outros investimentos em renda fixa atrelados à Selic ou ao CDI passam a pagar menos.


Taxa Selic baixa para a inflação


Considerando que o objetivo principal do governo ao diminuir a Selic é fazer mais dinheiro circular e aquecer a economia, é possível dizermos que os preços dos alimentos e da cesta básica podem aumentar, mas não tanto. 


Como a Selic afetará o seu dinheiro?


É imprescindível conhecer a Taxa Selic e estar sempre atento às suas modificações porque os efeitos das suas mudanças são sentidos por todos os brasileiros, pelos bancos e até mesmo pelos investidores estrangeiros. Ou seja:


No caso de a Taxa Selic diminuir

 

  • A inflação tende a subir;
  • Os preços podem sofrer um leve aumento;
  • O crédito fica mais acessível, pois os bancos tendem a baixar as taxas de juros.


No caso de a Taxa Selic aumentar

 

  • Os rendimentos de investimentos de Renda Fixa ou títulos públicos indexados à Selic aumentam;
  • Os preços tendem a baixar ou ficar estáveis, como uma consequência do controle da inflação;
  • Os juros de crédito, cheque especial e parcelamento aumentam.


Antes desta quinta-feira, o último corte de juros feito pelo Banco Central tinha sido realizado somente na reunião de agosto de 2020, quando a Selic passou de 2,25% para 2%. Em março de 2021, o Copom iniciou o ciclo de aperto monetário, elevando os jutos por 12 vezes seguidas, até atingirem 13,75% em agosto de 2022. Desde o ano passado, a Selic foi mantida por sete vezes.


Já no que diz respeito ao cenário doméstico, um comunicado do próprio Copom diz que o conjunto de indicadores mais recentes de atividade econômica segue consistente com um cenário de desaceleração da economia nos próximos trimestres. Em contrapartida, o Comitê apontou que a inflação subjacente apresentou queda, mas ainda se situa acima da meta para a inflação, o que é positivo.


Além disso, o Comitê também avaliou que a melhora do quadro inflacionário, refletindo em parte os impactos defasados da política monetária, com a queda das expectativas de inflação para prazos mais longos, após decisão recente do Conselho Monetário Nacional sobre a meta para a inflação, permitiram acumular a confiança necessária para que se pudesse iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária. 


Segundo a presidente do Banco do Brasil, Taciana Medeiros, a queda da taxa de juros do país está baseada em condições positivas, construídas ao longo de todo o primeiro semestre desse ano, possibilitando créditos mais baratos para famílias e para as empresas, especialmente para as micro e pequenas empresas. Ou seja, isso permite que vislumbremos perspectivas de maior dinamismo na economia, com mais crescimento e mais geração de empregos. 


A redução da Taxa Selic também deixou a presidente da Caixa, Rita Serrano, otimista, pois, a medida contribui com a organização das finanças dos clientes, em conjunto com as atuais ações vigentes do banco de negociação de dívidas, e para o crescimento do país. 


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Escrito por Mariana Carvalho

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