Novo teto do SFH chega a R$ 2,25 milhões: o que muda pra quem financia um imóvel maior
Novo teto do SFH chega a R$ 2,25 milhões: o que muda pra quem financia um imóvel maior
A ampliação do limite do Sistema Financeiro de Habitação abre juros limitados e uso do FGTS pra faixas de imóvel que antes ficavam de fora.
Até pouco tempo atrás, financiar um imóvel acima de R$ 1,5 milhão esbarrava numa régua rígida: fora do SFH, sem teto de juros e sem FGTS como ferramenta de negociação. Era o caso de boa parte dos apartamentos maiores da Zona Sul e de coberturas em bairros mais valorizados — imóveis que não são de luxo, mas também não cabiam mais no financiamento popular.
O Conselho Curador do FGTS mudou essa régua: o teto de avaliação do SFH subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, dentro do pacote de ajustes do Novo PAC.
Na prática:
um imóvel de R$ 2 milhões, que antes só entrava em linhas de mercado livre (SFI), passa a ter acesso às mesmas proteções que um imóvel de R$ 800 mil sempre teve.
O QUE MUDOU DE FATO
O SFH limita os juros a 12% ao ano mais TR — um teto legal que o mercado livre não tem. Com o novo limite, imóveis entre R$ 1,5 milhão e R$ 2,25 milhões passam a contar com:
- juros com teto legal de 12% a.a. + TR;
- FGTS na entrada e amortização do saldo a cada 2 anos;
- uso do fundo pra cobrir prestações em dificuldade financeira.
QUEM GANHA COM ISSO
O público mais beneficiado não é quem compra imóvel de luxo — é a classe média mais alta. Famílias com renda acima de R$ 12 mil/mês, que não se encaixavam em programas populares mas também não tinham as proteções do SFH, ganham uma faixa de financiamento que simplesmente não existia antes.
O QUE OBSERVAR ANTES DE FECHAR NEGÓCIO
Nem todo imóvel nessa faixa é elegível automaticamente — é a avaliação bancária, não o preço anunciado, que precisa ficar dentro do teto. Antes de assumir que um imóvel entra no novo limite, vale confirmar:
- se a avaliação do banco deve ficar abaixo de R$ 2,25 milhões;
- se há saldo de FGTS suficiente pra fazer diferença na entrada;
- se o banco escolhido já ajustou suas linhas ao novo teto.
Por que isso importa:
negociar sabendo que o imóvel pode entrar no SFH muda o poder de barganha do comprador — e a forma como o vendedor deveria posicionar o anúncio.
A ampliação do teto do SFH redesenha quem tem acesso a financiamento protegido no Rio de Janeiro. Pra quem estava na dúvida entre esperar ou comprar um imóvel maior, é uma mudança que vale entrar na conta agora.
A Nova Época acompanha essas atualizações de perto pra ajudar compradores a entender, na prática, o que cada mudança de regra significa pro imóvel que eles têm em mente.