Dicas de como reduzir custos no condomínio: entenda a importância dessa economia para os moradores
Quando um condomínio passa por dificuldades financeiras, os pagamentos em atraso podem virar rotina, e a falta de dinheiro para honrar os compromissos se torna uma das maiores preocupações na gestão de qualquer síndico. Logo, buscar por opções que ajudem a reduzir os custos no condomínio porque o caixa do empreendimento está no vermelho é o primeiro passo a ser tomado pelo síndico. No entanto, é importante que o profissional saiba fazê-lo da forma correta.
Ou seja, não significa substituir produtos e serviços por uma opção mais barata, o que pode acabar saindo mais caro lá na frente, mas sim fazer adaptações inteligentes e economias onde se observa maior necessidade. Porém, sabemos que não se trata de uma tarefa tão fácil. Nesse contexto, podemos dizer que existem muitos pontos que passam despercebidos em uma gestão financeira de condomínio, mas que poderiam muito bem ser revistos para poupar o bolso dos moradores.
Pensando em esclarecer o assunto, a Nova Época Imóveis achou importante preparar este conteúdo com dicas de por onde começar a reduzir os custos no condomínio e voltar a ter as finanças mais equilibradas dentro do empreendimento, o que será importante para a saúde financeira de todos os moradores. Para mais dicas sobre o mercado imobiliário e seus tipos de empreendimentos, não deixe de acompanhar nossa imobiliária aqui pelo blog e pelas nossas redes sociais!
Afinal, quais os principais gastos de um condomínio?
Primeiramente, é importante sabermos destrinchar os principais gastos desse tipo de empreendimento. Cada condomínio tem sua prestação de contas e seu controle de gastos, assim, os custos do condomínio vão depender do porte e da sua infraestrutura. Ainda assim, no geral, podemos destacar como os principais custos de um condomínio residencial:
- 40% a 50% com folha de pagamento;
- 20% a 30% com consumo de água, energia elétrica, telefone e gás;
- 10% a 15% com manutenções, elevadores e seguros;
- Aproximadamente 10% com despesas administrativas, bancárias, fundo de reservas e pequenos reparos.
Porém, uma coisa é certa: um condomínio não paga as contas se não receber em dia as cotas condominiais.
Por que é importante encontrar maneiras de reduzir custos no condomínio?
Os altos custos são um dos principais fatores que influenciam no valor do condomínio, ou seja, se os gastos sobem, o valor do condomínio, consequentemente, vai aumentar. Isso afeta diretamente a inadimplência dos condôminos. E o que acontece quando a inadimplência sobe? Os condôminos que pagam em dia assumem o valor em aberto para não faltar dinheiro para pagar todas as contas. Logo, quando os custos de um condomínio são altos, ele vira uma verdadeira bomba-relógio.
Dicas de como reduzir os custos em um condomínio
Afinal, o que acontece quando o condomínio fica sem caixa? A primeira alternativa é emitir cotas extras. No entanto, essa atitude pode deixar os moradores insatisfeitos, dificultando a convivência e colocando o síndico em uma posição em que ele passa a ser cobrado pelo valor do condomínio. Por outro lado, ele ainda precisa do dinheiro em caixa para pagar as contas. Viu a confusão que gera?
Para ajudar, reunimos algumas estratégias que podem auxiliar a reduzir custos na gestão do condomínio e normalizar a situação:
Faça uma boa gestão da inadimplência
Nossa primeira dica para reduzir custos no condomínio é começar com a gestão correta da inadimplência, afinal, é preciso compreender todos os pontos relacionados a essas dívidas. Primeiramente, é importante entendermos que existem três tipos de condôminos inadimplentes:
- Devedor ocasional – tem problemas financeiros pontuais;
- Devedor negligente – não é financeiramente organizado;
- Mau pagador – age de má-fé.
Cada uma dessas situações requer atitudes diferentes do síndico, que envolvem:
- Agir com rapidez para cobrar o devedor;
- Ter um plano de ação diferente, caso a cobrança não seja suficiente;
- Procurar sempre conscientizar os moradores para evitar que os débitos se acumulem;
- Tentar um acordo caso perceba que a situação vai se prolongar, além de oferecer várias opções de pagamento.
Conheça as contas do condomínio
Para reduzir os gastos no condomínio, é fundamental conhecer as contas. Somente assim o síndico poderá identificar onde o condomínio gasta mais. Isso é importante porque saber como e onde os recursos são usados vai ajudá-lo a tomar as decisões certas de como reduzir os custos do condomínio. Afinal, sem conhecer as contas, não será possível adotar medidas que de fato funcionem, como fazer economia no papel-toalha ou no copinho de café, por exemplo.
Além disso, controlar a folha de pagamento também vai entrar nessa equação. Quando o condomínio faz uma contratação direta, ou seja, que não é um serviço terceirizado, o cuidado com a folha de pagamento precisará de atenção redobrada para evitar acúmulos de horas extras que geram gastos para o empreendimento. A melhor forma é adotar um sistema de controle de pontos rigoroso, evitar acúmulos de demandas que ultrapassem o horário estabelecido em contrato e otimizar a escala de trabalho.
Tenha um bom planejamento e controle
Planejar e controlar é fundamental quando o assunto é qualquer iniciativa de redução de custos. Logo, um planejamento orçamentário anual feito minuciosamente, acompanhado de auditorias regulares, permite identificar possíveis gargalos, despesas desnecessárias e déficits. É fundamental para o síndico compreender aonde vai cada centavo para não ser surpreendido na hora de pagar as contas do condomínio.
Por isso, planejar e controlar de perto a situação financeira do empreendimento serão ações essenciais para conseguir reduzir os custos na administração.
Economize nas contas de água e energia elétrica
Caso o caixa do condomínio esteja no vermelho devido à conta de energia elétrica, isso significa que os próprios moradores podem não estar colaborando. Para ajudar com essa mudança de comportamento, existem algumas medidas preventivas eficazes que podem ser tomadas, como:
- Instalação de placas solares;
- Troca das lâmpadas comuns pelas de LED;
- Substituição dos elevadores antigos por modelos mais modernos;
- Instalação de sensores de presença para que as luzes fiquem desligadas quando não há ninguém no ambiente;
- Pintura das paredes das áreas comuns com cores claras para evitar o uso de luzes fortes e caras nesses ambientes.
Assim como a energia elétrica, a água também é um item indispensável em um condomínio, onde tantas pessoas com diferentes necessidades e rotinas residem. Para reduzir custos em relação a isso, o ideal é que o condomínio faça a individualização da água, assim, cada unidade paga a conta referente ao que consumiu. Além disso, também pode ser feito:
- Instalação de um sistema de reuso de água para limpeza de áreas comuns;
- Escolha de horários para regar gramados, lavar a calçada e a garagem;
- Inspeções periódicas para verificar se existem vazamentos;
- Instalação de redutores de pressão nas torneiras das áreas comuns;
- Realização de campanhas de conscientização para ajudar moradores a economizarem.
Realize a manutenção preventiva
A manutenção preventiva é um dos passos mais importantes para reduzir gastos e, consequentemente, evitar dores de cabeça no futuro. O ideal é que a manutenção seja feita periodicamente, para analisar o estado dos equipamentos a fim de consertá-los antes de alguma falha. Além de contribuir para a redução de custos com reparos urgentes, a manutenção preventiva visa preservar o patrimônio e manter a segurança de todos, prevenindo contra acidentes.
Mas, afinal, onde deve ser feita a manutenção preventiva? Ela deverá ser feita em equipamentos como portões, elevadores, bombas e interfones; em sistemas de telefone, painéis elétricos, para-raios, combate a incêndio e segurança; e em estruturas e instalações, como acabamentos, estrutura predial, instalações elétricas, de gás e hidráulicas.
Tome cuidado com desperdícios silenciosos
Você pode até não perceber, mas eles afetam — e muito — o caixa do empreendimento. Além dos reajustes, da inadimplência, do aumento de custos e de tantas outras contas que devem ser pagas, existem ainda os desperdícios que afetam o caixa ao usar, sem necessidade, mais recursos do que de fato é necessário. A situação pode piorar quando tais desperdícios não são facilmente percebidos e, consequentemente, mais difíceis de combater, como:
- Iluminação ineficiente;
- Infiltração e vazamentos ocultos;
- Serviços contratados que não foram entregues;
- Equipamentos antigos e pouco econômicos;
- Contratos não negociados e desatualizados;
- Custo mais alto do que o benefício real;
- Materiais de limpeza ou insumos mal aproveitados;
- Tarifas bancárias elevadas ou desnecessárias;
- Falta de manutenção preventiva que gera gastos maiores.
Gostou do post? Agora que você já sabe como reduzir custos em um condomínio, especialmente quando o mesmo está com o caixa negativo, que tal conhecer as opções de imóveis que a Nova Época tem disponíveis no nosso site? Fale com um dos nossos corretores, eles estão sempre à disposição para ajudar com o que você precisar!
Escrito por Mariana Carvalho